A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Dveam), realiza nesta sexta-feira (24), reunião com os diretores de Distritos de Saúde (Disa) e de unidades para apresentação de um novo procedimento de atendimento da Síndrome Febril nas Unidades Básicas de Saúde da rede municipal, em relação à malária e à gripe H1N1. Além de adotar o protocolo estabelecido pelo Comitê de Prevenção e Controle da Influenza A no Estado, a Semsa vai passar a utilizar um protocolo também para a malária.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, a grande preocupação da vigilância epidemiológica do município é que Manaus vive a fase mais endêmica da malária. Por isso, os profissionais estão sendo orientados nas unidades para que possam trabalhar concomitantemente com os dois diagnósticos, sem perder o foco no trabalho que já está sendo feito no controle da malária.
A diretora do Dveam, Edylene Pereira, destaca que a malária continua tendo prioridade no diagnóstico de febre, exceto se o paciente apresentar sintomas de síndrome respiratória (gripe) e vier de áreas afetadas pela Influenza A. “Se a febre não estiver associada a nenhum sintoma de gripe, continua sendo feita a lâmina da malária. Caso contrário, mantém-se o protocolo da Influenza”, explicou.
Segundo Edylene Pereira, depois da orientação aos diretores dos Disas e das unidades, as equipes da vigilância epidemiológica municipal vão iniciar um trabalho de orientação nas unidades básicas de saúde, já na segunda-feira (27). “A intenção é que os profissionais possam diferenciar os sintomas, mas tendo como diagnóstico preferencial da febre a malária, considerando que estamos no período mais crítico da doença”, destacou a diretora.
Ela informa, ainda, que o Depam vai aproveitar o momento para orientar os profissionais em relação aos novos procedimentos estabelecidos pelo Comitê de Prevenção e Controle da Influenza A, divulgado nesta quarta-feira (22). Diante da possibilidade de que a nova gripe possa se espalhar no Estado, o comitê estabeleceu que nesta nova fase será dada ênfase para os sintomas da gripe de uma forma geral e que todas as unidades de saúde do Estado (incluindo o interior), da capital e da rede privada serão preparadas para atender e identificar estes sintomas, definido como Síndrome Respiratória. Se for leve e moderada, o paciente será tratado na própria unidade, sendo liberado e colocado em quarentena em casa. Se for grave, será internado em unidade referência para tratamento, enquanto aguarda o resultado do exame.
Edylene explica que com a descentralização do atendimento, que agora passa a ser feito nas unidades e não mais exclusivamente na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM), todos os profissionais, do porteiro ao diretor, devem estar informados sobre o fluxo e manejo de pacientes e os procedimentos corretos para a Influenza A.
Monitoramento
No Comitê de Prevenção cabe à vigilância municipal, no caso o Dveam, a responsabilidade de fazer o monitoramento dos casos suspeitos e das pessoas que tiveram contato com os mesmos e com os casos confirmados. “Essas pessoas ficam de quarentena sob o nosso monitoramento até que sejam descartadas as possibilidades de contagio”, explica.